Detido Antes de Conseguir Agir

CHICAGO — A polícia de um subúrbio de Chicago frustrou um potencial tiroteio em massa e prendeu um homem de 19 anos que supostamente planejava atacar uma casa de culto hindu. Alexandros Paporakis, caixa do Taco Bell de Palatine, Illinois, foi preso no domingo (11/10/2026) quando saía de casa — o mesmo dia em que os investigadores acreditam que ele pretendia lançar o ataque.

Paporakis foi acusado de crimes de ameaça terrorista e posse ilegal de arma. Ele compareceu ao tribunal na quarta-feira (14/10/2026), e um juiz do Condado de Cook ordenou sua detenção sem fiança. O juiz também emitiu uma ordem de cuidados de saúde na prisão, observando que o réu recebia injeções hormonais para transição de gênero e era tratado para ADHD, depressão e ansiedade, segundo a NBC Chicago.

A investigação começou a partir de relatos de colegas de trabalho de Paporakis no Taco Bell que receberam comunicações digitais suspeitas dele, incluindo documentos que supostamente continham um plano de tiroteio em massa e fotos de equipamentos táticos. Os departamentos de polícia de Mount Prospect e Palatine coordenaram esforços para rastrear e prender Paporakis.

Manifesto e Armas Apreendidas

Segundo promotores do Escritório do Procurador do Estado do Condado de Cook, Paporakis enviou um documento de oito páginas intitulado ‘Why I fought: A.K.A. (Aurora Shooter’s Manifesto)’ a um colega de trabalho. O documento chamava indianos, judeus e afro-americanos de ‘subhumans’ e detalhava um plano para matar o maior número possível deles, segundo documentos judiciais obtidos pela Associated Press.

Seus colega de trabalho disseram que Paporakis se declarava abertamente como supremacista branco no local de trabalho e lhes dizia que mal podia esperar para matar indianos. No manifesto, Paporakis teria se descrito como um supremacista branco neonazista sociopata, cheio de ódio, que fantasiava com assassinatos em massa quase todos os dias.

A busca na casa de Paporakis encontrou um rifle estilo AR sem número de série, carregadores carregados, munição, tubos de gás com rótulos contendo insultos dirigidos a sul-asiáticos, além de vários itens com imagens de símbolos nazistas, segundo a polícia e o Ministério Público.

Armas Encrencadas, Ataque Fracassado

Segundo os promotores, Paporakis dirigiu até um templo hindu em Aurora com um rifle modificado e cerca de 300 cartuchos de munição, equipado com colete à prova de balas e outros equipamentos táticos. As autoridades acreditam que ele pretendia realizar um ataque a tiros, mas voltou para casa depois que o rifle emperrou.

Depois de chegar em casa, o suspeito pesquisou na internet como consertar uma arma que travou e teria ligado para um colega para informar sua intenção de realizar um tiroteio em massa, segundo a polícia. Paporakis teria ligado para um colega de trabalho na manhã de domingo e dito que sua arma havia travado antes de sair "muito rapidamente" sem ser visto.

Chefe de Polícia de Palatine, William Nord, enfatizou a gravidade da ameaça. “A seriedade desta suposta ameaça não pode ser exagerada”, disse Nord, acrescentando que proteger casas de culto é uma prioridade das forças da lei.

Membros do Congresso dos EUA condenam

Vários membros do Congresso dos EUA manifestaram choque com o suposto plano de tiroteio em massa no templo hindu de Illinois. Os senadores Chuck Schumer, John Cornyn e Jacky Rosen elogiaram a ação rápida da polícia que frustrou o plano.

“A retórica anti-Índia e anti-hindu está em um nível alarmante nos Estados Unidos, e agora vemos esse ódio se transformar em violência”, disse Schumer, senador democrata de Nova York, em uma publicação no X.

A CAPAC e a organização sem fins lucrativos ADL também manifestaram preocupação com o fato de casas de culto inter-religiosas se tornarem alvos de ódio e extremismo. Segundo o HinduBusinessLine, o alvo é o Templo Sri Venkateswara em Aurora — o maior templo hindu da região.